A arma mais eficaz é a prevenção!

Além dos cuidados com o acúmulo de água, o uso de repelentes pode ajudar no combate contra o Aedes Aegypti


O estado de São Paulo está em alerta. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 500 cidades correm risco de surto de dengue. Apenas em São José do Rio Preto, os meses de dezembro e janeiro contabilizaram 453 casos confirmados e duas mortes. No intuito de combater o vírus, os municípios da região implementaram um pacote de ações, como o fumacê (nebulização veicular), formação e capacitação de funcionários públicos para averiguar os criadouros do mosquito, mas é preciso conscientizar a população.


Agentes de saúde em Brasília relataram que ainda há um descuido com a prevenção. Com a temperatura acima da média e as pancadas isoladas de chuva, o acúmulo de larvas do Aedes Aegypti e o risco de novos surtos aumentam. A farmacêutica e diretora da farmácia Manipulare, Adriana da Silveira Alonso, explica que além do monitoramento dos agentes de saúde, precisamos reforçar os cuidados em casa, mostrando que desde o acumulo do lixo e entulhos, remover a sujeira das calhas e ralos à manter os vasos sanitários sem uso fechados e não deixar a água parada são medidas importantes que devem ser realizadas diariamente.


"Os repelentes também são uma boa opção para ajudar na prevenção. A citronela é um composto bastante utilizado nessas loções. Extraída das folhas e caules de diferentes espécies de Cymbopogon, é rica em geraniol, citronelol e citronelal. Como repelente, ela tem a ação de afastar insetos em geral, inclusive o Aedes Aegypti", orienta Adriana.




A cidade de Bauru, localizada a 213 km de São José do Rio Preto, declarou estado de emergência. A especialista ressalta ainda que essa epidemia traz riscos principalmente para quem já teve dengue, já que o tipo dois voltou a circular no estado. "É preciso buscar a ajuda de um especialista assim que observar os primeiros sintomas da doença para evitar maiores complicações. A automedicação é um grande risco, altas doses de paracetamol, por exemplo, podem causar danos hepáticos. Já os medicamentos à base de ácido acetilsalisílico e anti-inflamatórios não esteroidais devem ser evitados."


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